quarta-feira, 18 de maio de 2011

08/04/2011


É curioso, mas determinada empresa de Whisky ainda utiliza o lema: Continue Caminhando. Tentam relacionar o slogan com pessoas que não desistem, mas no fundo querem é vender mais whisky. Na verdade, o lema deveria ser o seguinte: continue bebendo e não pense em mais nada, não importa o que aconteça.

O grande Rene Descartes, após “destruir” o mundo duvidando até mesmo da própria existência, atingiu a famosa conclusão: Penso, logo existo.

Eu diria que para combater essa tendência à alienação geral, é preciso pensar e agir constantemente. Portando pegando um gancho no marketing da empresa de whisky, o nosso slogan seria: Continue Pensando!!!!!!!!!! (e agindo!)

Após a celebração de três casamentos, onde pude estudar e sentir o amor dos casais gostaria de propor para este ano uma reflexão sobre a comunhão de corações.

Em primeiro lugar, não podemos nos separar da árvore pela qual a seiva da vida corre e jorra. Jesus, certa vez, disse que os ramos não podem produzir frutos se não permanecerem na videira. Significa dizer que não existe vida (verdadeira) longe dos ensinamentos cristãos.

Uma vez determinado o “norte” espiritual que todos devemos seguir, gostaria de afirmar-vos um carinhoso postulado: os corações só podem permanecer em comunhão quando ambos tentam evoluir, caminhar em direção à luz maior.

Quando um quer e o outro não, não existe comunhão, mas uma espécie de parasitismo... Acontece de almas evoluídas renunciarem algumas reencarnações em benefício do amado da amada, mas isso constitui uma verdadeira raridade.

Quando os dois não querem, também não existe comunhão. Não existe harmonia na desarmonia. Talvez exista uma certa sintonia, mas ela dura muito pouco. Inquebrantável só é a comunhão originada do mais puro amor, que certamente é nossa herança celeste.

O dia-a-dia, os problemas cotidianos e dificuldades da via a dois podem separar temporariamente os corações. Porém, cabe aos dois (ou pelo menos ao mais desperto), promover periodicamente essa reaproximação.

Infelizmente é comum quando os corações se acostumaram a ficar distantes, optarem pela separação legal (lei civil dos homens)... Muitos casais se separam amando-se... Na maioria dos casos, apenas por que acostumaram a manter os seus corações distantes. Muitas vezes, porque não tem a humildade necessária para se (re)aproximar, para se admitir um ser humano falível que precisa da ajuda do outro para se melhorar.

Assim sendo, aí vai um outro postulado: Para manter os corações juntos é preciso um carinhoso esforço. Para mantê-los separados, basta a inércia.

O amor jamais desaparece. Ele é verdadeiramente o destino de todas as almas. Foram necessários milhares de anos para que aprendêssemos a amar... E uma vez amado não  existe o verbo “desamar”. O brilhante S. Exupéry certa vez nos trouxe que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativa”. Portanto, temos certamente o nosso terceiro postulado: Os corações que se aproximaram verdadeiramente, nunca mais se desligam por completo!

Uma má nóticia para aqueles que querem esquecer um grande amor: Não tem como! A boa notícia é que os nossos corações não têm limite de carga: cabem milhares de grandes amores!

Quem não amou, não viveu. Viver sem amar, não é viver... De uma maneira muito especial, a paz, o amor e a felicidade estão intimamente ligados.

Não é possível ser feliz sem paz. Não é possível ter paz, sem vivenciar o amor. E o amor vivenciado conduz a paz e a felicidade.

Que vcs tenham paz, amor e felicidade (vida) em abundância!

É que Jesus seja sempre o nosso grande companheiro de caminhada. 

Abs,


Thi